terça-feira, 31 de março de 2009

O diabo veste Prada!



O diabo veste Prada é uma comédia de 2006, que recebeu 2 indicações ao Oscar nas categorias de melhor atriz (pela belíssima atuação de Meryl Streep) e melhor figurino. O filme conta a história de Andy Sachs, uma jovem que busca realizar o sonho de tornar-se uma jornalista e acaba tendo a oportunidade de trabalhar numa conceituada revista de moda, porém nem tudo são flores pra Andy, pelo contrário, ela terá que trabalhar como assistente da temível Miranda Priestly, editora-chefe da revista e que é uma verdadeira carrasca.


Miranda faz da vida de Andy um verdadeiro inferno e ela tem que lidar com os caprichos, chiliques e tarefas mais absurdas da chefe, retratando assim os abusos de determinados patrões com seus subordinados, algo que infelizmente ocorre ainda hoje não somente na ficção. Outras temáticas abordada no filme é a questão da hierarquia e do modo de produção do sistema capitalista, bem como a busca pelo sucesso na carreira e o poder como única forma de prazer na vida.


No geral é um bom filme pra assistir sem compromisso, sem grandes pretensões além de se divertir pois afinal um filme não necessariamente precisa ter uma excelente história pra ser bom, ele pode ser bem “água com açúcar” e cumprir seu papel de entretenimento, e isso O diabo veste Prada faz bem!

Ratatouille


Ratatouille é um longa-metragem de animação de 2007. O filme conta a história de Remy, um adorável ratinho que vive em Paris e sonha em se tornar um cozinheiro famoso, mas o fato dele não ser humano acaba atrapalhando seus planos. Por isso, forma uma improvável parceria com Linguini, o novo ajudante de cozinha do restaurante Gusteau’s.

Apesar de ser uma animação o filme não se restringe ao público infantil, pelo contrário, ele é indicado ao público de todas as idades por trazer uma temática sobre a situação contemporânea do mundo do trabalho e fazer uma reflexão sobre as dificuldades enfrentadas no mundo atual do trabalho.


O filme traz uma bela mensagem ao mostrar como Remy enfrentou tantas dificuldades e preconceitos inclusive da sua família que era contra o seu sonho de ser um grande chef de cozinha e no final depois de muita luta ele acaba realizando seu grande sonho.

A recente expansão da educação básica no Brasil e suas conseqüências para o Ensino Médio noturno

Os recentes resultados de avaliações como Enem atestam que os alunos do ensino noturno apresentam, em geral, um rendimento mais abaixo que os alunos do diurno.

Enquanto persistir essa realidade, a escola estará demonstrando sua ineficiência para a diminuição das injustiças sociais que enfrentamos. Isso se dará enquanto essa escola do noturno não for readequada ao público que tem, às demandas dos seus jovens e adultos.

A busca de articulação entre trabalho, ciência e cultura no Ensino Médio

Conhecer as relações dos jovens com o saber constitui um elemento primordial para se pensar em alterações na prática pedagógica, a fim de permitir que o sujeito jovem construa uma relação significativa com a escola.

O Ensino Médio é a etapa final da educação básica sendo assim, tem a especificidade em si mesmo como tempo e espaço de construção de bases de conhecimentos, valores e atitudes que facultam a capacidade criativa dos educandos em sua inserção nas múltiplas esferas da vida social.

Trata-se de formar indivíduos independentes e protagonistas de novas relações sociais nessa sociedade.

A formação profissional em nível técnico no contexto da política educacional dos anos 90

A educação assume papel estratégico, no que lhe é exigido como produção de conhecimento específico, necessário à produção, e por constituir um dos instrumentos técnicos e políticos para a regulação e controle social, contribuindo para o consenso que dá legitimidade à lógica do capital.

A subordinação da educação aos interesses do capital não é um legado desse momento do capitalismo, ela é histórica e se manifesta, diferentemente, em conteúdo e em forma em cada uma das fases. O estágio atual, essa subordinação busca efetivar-se mediante delimitação dos conteúdos e da gestão educacional.

segunda-feira, 30 de março de 2009

A formação integrada: a escola e o trabalho como lugares de memória e de identidade

A idéia de formação integrada sugere superar o ser humano dividido historicamente pela divisão social do trabalho entre a ação de executar e a ação de pensar, dirigir ou planejar.

Trata-se de superar a redução da preparação para o trabalho ao seu aspecto operacional, simplificado dos conhecimentos que estão na sua gênese científico-tecnológica e na sua apropriação histórico-social.

Como formação humana, o que se busca é garantir ao jovem e ao adulto trabalhador o direito a uma formação completa para a leitura do mundo e para a atuação como cidadão pertencente a um país, integrado dignamente à sua sociedade política.

O Ensino Médio e a formação do trabalhador: competências para quem e para quê?

O discurso empresarial e governamental comete à educação o trabalho de preparar os indivíduos para a empregabilidade desenvolvendo as competências enfatizadas pelo mundo do trabalho: criatividade, capacidade de solucionar problemas, autodisciplina, responsabilidade etc.

São valorizados os conteúdos curriculares da educação básica que, devem contribuir para a aprendizagem de competências básicas, a fim que os indivíduos estejam aptos para assimilar mudanças.

A educação básica é suficiente para promover o recurso mais abundante dos pobres – o trabalho. Esse trabalho, contudo é informal e precário, haja vista que se tornar empregável é fazer escolhas individuais, tornar-se um cidadão produtivo.

As recomendações do Banco Mundial para a Educação Profissional e o vigor da teoria do capital humano no contexto do neoliberalismo

O Banco Mundial propõe que as escolas sejam o meio de garantir que todos os jovens adquiram e desenvolvam as aptidões necessárias à sobrevivência econômica e ao progresso dos países.

Esta concepção põe a educação como alavanca de desenvolvimento dos países, conferindo à escola um importante papel .

As escolas profissionalizantes de financiamento público devem passar a ser providas e gerenciadas pelo setor privada. Ainda que haja disponibilidade do Banco em financiar a educação profissional, sua gestão deve ser deixada aos empregados e outros financiadores privadas. Vê-se portanto, que há um descarte da educação profissional escolar no nível público.

domingo, 29 de março de 2009

A reforma da educação profissional de nível técnico – uma análise da fase preliminar

A primeira fase da reforma do ensino técnico favoreceu o setor produtivo, oferecendo mão-de-obra barata, mas prejudicou a educação profissional brasileira.

As IFETs vinham prestando relevantes serviços ao País porque ofereciam uma educação de boa qualidade. Sua produtividade, entretanto, está prejudicada pela desarticulação entre o currículo médio e o técnico.

A ampliação de vagas, como foi idealizada no Decreto nº2.208/97, também não aconteceu nas escolas e, ao contrário do que se esperava, a evasão cresceu.

Novos Caminhos na Educação Profissional Brasileira?

A educação formal passa a ser cada vez mais solicitada pelo trabalhador à medida que parece funcionar como mecanismo de mobilidade social e de acesso ao emprego, em ascendência vertical na escala hierárquica dentro da empresa.

Isto produz uma contradição: a exigência crescente de escolaridade para justificar as diferentes posições sociais leva à pressão dos trabalhadores pelo acesso a níveis também elevados de educação.
Ocorre que a formação escolar é perigosa porque pode despertar desejos e expectativas que não interessam à minoria dominante, ela deve ser oferecida em doses homeopáticas , isto significa o cuidado em evitar o prolongamento da formação tanto no que se refere a sua duração quanto à profundidade.

sábado, 28 de março de 2009

O novo paradigma técnico-produtivo e a qualificação do trabalhador

No contexto das inovações científicas e técnicas, sob o prisma da formação do trabalhador, a escola tem a função de manter e reproduzir as relações imanentes do capital.


Considerando as mudanças porque passa o mundo do trabalho, provocado peloso novos processos técnico-científicos, bem como os fatores que determinam a competitividade industrial, a educação ocupa uma posição de destaque no discurso empresarial, governamental e da representação sindical.


O discurso educacional dos capitalistas enfatiza a relação trabalho, educação e cidadania e afirma que, para integração do indivíduo na nova sociedade, cujo paradigma está representado na globalização da economia, nas novas tecnologias e no mercado, a educação constitui o caminho único possível, além de ser um elemento importante para o resgate da dívida social e conquista da cidadania.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Elementos para uma análise crítico-compreensiva das políticas educacionais

A idéia de que a esfera privada é detentora de maior eficiência vem enfraquecendo os serviços públicos e tem levado à privatização desenfreada de serviços educacionais, principalmente no ensino superior. Como este é desqualificado, ocorre a inversão da política em direção ao ensino fundamental. Nos últimos anos, este nível de ensino teve valores crescentes de aplicação de recursos, ao contrário do superior que sofreu diminuição de gastos. A ênfase sobre as questões da qualidade do ensino revela certo desprezo pelas questões políticas que condicionam o sucesso do aluno e a obtenção da cidadania, bem como responsabiliza o professor pelo fracasso escolar.

Como que reforçando as disparidades entre uma rede e outra, o descompromisso do estado com a educação pública deteriorou os salários dos professores e as condições de trabalho, gerando greves e mobilizações. A preferência pela escola particular ampliou-se por sua aparência de melhor organização. Muitas famílias fizeram sacrifícios pra propiciar um ensino supostamente de melhor qualidade em uma escola particular.

Entretanto, a análise de que a escola privada é superior à pública não se sustenta, porque não há homogeneidade em nenhumas das redes, há boas e más escolas em ambas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

A Reforma do ensino técnico no Brasil e suas consequências

Atravessado por profunda crise econômica e institucional , o governo adota um conjunto de políticas, definidas pelo Banco Mundial para os países pobres, que têm profundos e negativos impactos sobre a educação.

Em conformidade com a progressiva redução do emprego formal e com a crescente exclusão, o investimento em educação passa a ser definido a partir da compreensão de que o Estado só pode arcar com as despesas que resultem em retorno econômico. Assim, o compromisso do Estado com a educação pública obrigatória e gratuita mantém-se no limite do ensino fundamental.

No atual quadro da progressiva redução do emprego formal, não é racional investir em ensino profissional técnico, em ensino médio e em ensino superior de forma generalizada. Assim, com o progressivo afastamento do Estado de sua responsabilidade com a educação, estes níveis vão sendo progressivamente assumidos pela iniciativa privada.

A justificativa mais importante para o Decreto 2.208/97, é o alto custo do ensino técnico, particularmente o oferecido pelos Cefets e Escolas Técnicas Federais financiados pelo poder público federal, o qual não atinge os trabalhadores e se reveste mais de características propedêuticas do que profissionalizantes.

De fato, estas escolas não tem atendido aos filhos dos trabalhadores, que em sua maioria já são excluídos do sistema escolar antes de concluírem o ensino fundamental; e os que concluem quando se dirigem ao ensino médio o fazem em escola noturna. No entanto, a clientela padrão dos Cefets e Escolas Técnicas Federais tem sido a classe média, que nelas encontram uma escola pública de qualidade e que lhe permite acesso ao ensino superior sem o custo de cursinhos privados e, ao mesmo tempo lhe facilita a inserção no mercado de trabalho.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O homem que copiava


O homem que copiava é um filme brasileiro de 2003 do renomado cineasta Jorge Furtado. O filme conta a história de André (Lázaro Ramos) que tem 20 anos. É operador de fotocopiadora numa papelaria , trabalha com Marinês (Luana Piovani), em Porto Alegre. Ganha mal, paga as prestações da tv e mora com a mãe. Gosta de desenhar e acaba se apaixonado por Sílvia (Leandra Leal), sua vizinha, a qual ele espia toda noite de sua janela. André precisa desesperadamente de trinta e oito reais para comprar um chambre para chamar a atenção de Sílvia que é vendedora da loja. Para conseguir se aproximar do seu amor, André tem uma idéia: copia uma nota de 50 reais e consegue trocar por uma nota verdadeira.


O quarto personagem de destaque é Cardoso (Pedro Cardoso) um patético vendedor de cacarecos, que é apaixonado por Marinês, por causa dessa paixão até deixou de fumar, mas que mesmo assim não tem nenhuma chance de conquistá-la porque é pobre e, como todos os outros, precisa mudar de vida. A busca do amor e, claro, do dinheiro, vai levar esses quatro personagens a se enveredarem numa trama com toques surrealistas que mistura comédia, drama, romance, aventura policial e tragédia.


O filme traz temáticas como a alienação do trabalho, bem como a relação do mundo do trabalho e a sociedade do capital e os jovens. O filme mostra como vivemos numa sociedade capitalista, em que os jovens tem a necessidade de ganhar dinheiro a qualquer custo pra não apenas satisfazer suas necessidades, mas pra satisfazer as necessidades da sociedade, isto é, se apresentar para sociedade. É aquela velha história, você é o que você tem!


Outro ponto que merece destaque é o fato de no final do filme o quarteto principal sair totalmente impune, e principalmente André afinal ao longo do filme ele foi falsificador, ladrão de banco e até assassino (ou cúmplice de assassinato, como queiram). Estaríamos diante de um anti herói? Um novo Macunaima? Ou seria apenas mais uma mensagem que no Brasil os criminosos sempre saem impune?

terça-feira, 24 de março de 2009

Estado Mínimo ou Estado Diminuto

A concepção de Estado Diminuto presumisse um deslocamento das atribuições do Estado perante a economia e a sociedade. A única forma de regulação econômica, deve ser feita portanto pelas forças do mercado, as mais eficientes possíveis. Ao Estado Mínimo cabe garantir a ordem, a legalidade e concentrar seu papel executivo naqueles serviços mínimos necessários para tanto: policiamento, forças armadas etc. Abrindo mão, portanto, de toda e qualquer forma de atuação econômica direta, como é o caso das empresas estatais.

Essa concepção de Estado Mínimo surge como resposta ao modelo de acumulação vigente durante boa parte do século XX no qual o Estado financiava não só a acumulação do capital, mas também a reprodução da força de trabalho, via políticas sociais.

A medida que o Estado deixa de financiar as políticas sociais torna-se, ele próprio, máximo para o capital. O suporte do fundo público ao capital não só não deixa de ser suporte necessário ao processo de acumulação, como também ele se eleva diante das necessidades cada vez mais exigentes do capital financeiro internacional.

segunda-feira, 23 de março de 2009

As transformações técnico-científicas, econômicas e políticas na Era Digital

Os acontecimentos do campo econômico, social, político, cultural e educacional tem como elemento desencadeador as transformações técnico-científicas. Para entendermos melhor essas transformações precisamos considerar os pilares fundamentais da revolução tecnológica, o qual chamamos de tríade revolucionária, são elas: a microeletrônica, a microbiologia e energia termonuclear.

Além da tríade revolucionária já citada, é necessário destacar também a grande importância da revolução informacional. Vivemos em mundo completamente globalizado, em que temos fontes de informação e conhecimento por todos os lados, nos meios de comunicação ( rádio, jornal, televisão, revista, telefone e etc) e nas novas tecnologias, no qual se destacam o computador e a internet, com o seu poder de interligar milhares de usuários, permitindo-lhes ter acesso a todo tipo de informação disponível.

Entretanto, a revolução informacional está na base de uma nova forma de divisão social e de exclusão: de um lado os que têm o monopólio de informação e do outro os excluídos deste exercício.

domingo, 22 de março de 2009

Por que revogar o Decreto n°2.208/97 com outro decreto confrontando interesses em conflito?

O Decreto Federal n°2.208/97 regulamentou a educação profissional e estabeleceu que a educação profissional seria compreendida nos seguintes níveis: básico, técnico e tecnológico. O decreto previa ainda que a elaboração das diretrizes curriculares para o ensino técnico deveria ser realizada mediante estudos de identificação do perfil de competência necessária à atividade requerida.

O embate para revogar o Decreto n°2.208/97 produz um sentido simbólico e ético político de uma luta entre projetos societários e o projeto educativo mais amplo. Trata-se de um decreto que expressava, de forma emblemática, a regressão social e educacional sob a defesa do ideário neoliberal e da afirmação e ampliação da desigualdade de classes e do dualismo na educação.

A simples revogação do Decreto n°2.208/97 levaria a um enfrentamento com as forças conservadoras, com tempos diferenciados, mas desfavoráveis ao tempo político das ações, seja no CNE, seja no Congresso Nacional.

O conteúdo final do Decreto n°5.154/04 (que revogou o Decreto n°2.208/97) sinaliza a persistência de forças conservadoras no manejo do poder de manutenção de seus interesses. A aprovação por si só não muda o desmonte produzido na década de 90. Há a necessidade de as instituições da sociedade, direta ou indiretamente relacionadas com a questão do ensino médio, se mobilizarem para mudanças efetivas.

terça-feira, 3 de março de 2009

O Banco Mundial e sua influência na política educacional brasileira

A influência do Banco Mundial sobre a política pública educacional brasileira é imensa. Isso deve-se ao fato de que sem o seu aval e o do FMI, todas as formas de crédito internacional são fechadas, além do além de grande volume de empréstimos e a abrangência de suas áreas de atuação o que leva a impor condicionalidade para concessão de empréstimos.

O Banco Mundial não somente formula condicionalidades que são praticamente programas de reformas das políticas públicas, como também implementa esses programas usando redes de gerenciamento de projetos que funcionam como uma espécie de assistência técnica paralela à administração pública oficial brasileira.

O ideário educacional imposto pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento baseia-se nos modelos educacionais dos países desenvolvidos o que é portanto inadequado às necessidades desses países. Dessa forma os resultados acabam sendo bem abaixo do esperado.